Seminário Violências em Debate

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No dia 28 de junho, aconteceu o II Seminário Violências em Debate: por uma sociedade NÃO racista e NÃO machista, organizado pelas equipes do projeto Novo Amanhecer e do SESF – Serviço Especializado de Proteção Social à Famílias  do CPTI.

As atividades tiveram início pela manhã no auditório Dom Agnelo Rossi na PUC-Campinas, com as palestras de Elânia Francisca sobre “Machismo e a intersecção entre raça, gênero e classe” e da Viviane Santiago com o tema “Enfrentamento ao racismo e promoção de direitos de crianças e adolescentes”.

No período da tarde, a participação se deu por meio de oficinas, de livre escolha, durante a inscrição. Os temas como gênero, feminicídio, letras de funk, machismo foram discutidos, repensados e analisados, para depois serem socializados com os(as) demais participantes no auditório.

O Seminário contou com a presença de profissionais do território Norte de Campinas, no qual o CPTI está inserido, de outras cidades e de estudantes de psicologia e serviço social.

O II Seminário é uma ação do projeto Novo Amanhecer que tem patrocínio da Fundação da FEAC, parceria do Bradesco e apoio da PUC-Campinas.

 

Intervenções

Para os(as) 130 profissionais que passaram pelo Seminário as intervenções artísticas chamaram muita atenção. Fabiana Taioli, coordenadora do projeto Novo Amanhecer e do SESF, conta que a ideia surgiu da discussão de como decorar o espaço para fazer a alusão ao tema do machismo e do racismo. “A equipe foi pensando que essa decoração poderia ser interativa, as pessoas poderiam participar disso, e aí chegamos nessas intervenções”, conta.

As intervenções chamavam atenção logo que a pessoa entrava no espaço. Colocados em sequência, geravam uma espécie de corredor interativo. No espaço haviam cartazes sobre os 21 dias de ativismo, oferecidos pelo Centro de Referência em Direitos Humanos, na Prevenção e Combate ao Racismo e Discrimação Religiosa. “As imagens mencionam várias coisas, que, na nossa cultura são disseminadas e que são questões de condutas racistas e ofereciam dados estastíticos sobre o racismo no Brasil”, explica.

Exposto como “A Luminária”, a intervenção trouxe letras de músicas machistas e racistas, com monóculos com dados complementares referentes as músicas, além de um espaço para expressar o que as letras despertavam no público. Outra exposição foi “A Penteadeira”, que fez a alusão de se colocar no lugar de outra mulher ao se olhar no espelho, como Marielle Franco, Araceli Crespo, Frida Kahlo, Maria da Penha, Sônia Guajajara, Simone de Beauvoir, Malala Yousafzai e Makota Valdina.

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